No Brasil, o lúpus atinge cerca de 65 mil pessoas, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia, enquanto a fibromialgia pode afetar aproximadamente 3% da população, com maior incidência entre mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde. Dessa forma, o reconhecimento precoce e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir complicações e garantir qualidade de vida aos pacientes.
O Fevereiro Roxo chama atenção para doenças crônicas que exigem diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. A campanha reforça que informação e empatia são ferramentas essenciais no enfrentamento dessas condições.
Em entrevista à Rádio Monte Roraima FM, a reumatologista Dra. Fernanda Bezerra destacou que o lúpus é uma doença que pode comprometer diversos órgãos, como pele, articulações, rins e pulmões, e que seus sintomas muitas vezes começam de forma silenciosa. Ela explica que a variabilidade dos sintomas é um dos principais desafios para o diagnóstico
“O Lúpus, ele é uma doença autoimune, crônica, que não tem cura. Mas que tem controle, tem tratamento e que pode afetar diversos órgãos do corpo, desde pulmão, coração, pele, articulação e que ainda tem muito atraso em diagnóstico, muita falta de empatia também com esses pacientes, principalmente Fibromialgia, o Lúpus e o Alzheimer”, afirmou.
Ao falar sobre fibromialgia, a médica enfatizou que se trata de uma condição marcada por dor crônica generalizada, fadiga intensa, distúrbios do sono, mesmo sem alterações aparentes em exames laboratoriais.
“Ela é caracterizada principalmente pela dor crônica generalizada. Ou seja, aquele paciente que tem dor pelo corpo todo por mais de três meses, associado a fadiga, sono não reparador e alteração emocional. Diferente também do Lúpus, a fibromialgia não dá alterações em exames, nem nada visível aos olhos, mas ela é extremamente impactante também na vida do paciente”.
A especialista também destacou que o tratamento, tanto no lúpus quanto na fibromialgia, exige acompanhamento contínuo e abordagem individualizada.
“A fibromialgia não tem cura, é uma doença que a gente utiliza diversas medicações e não só remédio. O tratamento é multidisciplinar, ou seja, envolve controle com a medicação, atividade física, psicoterapia. Então, quando isso tudo tá alinhado, o paciente também consegue ter uma boa qualidade de vida. Não tem uma pílula mágica que resolve tudo, mas quando a gente consegue alinhar todos os pilares, temos um desfecho positivo”, explicou.
O Fevereiro Roxo surge, portanto, como um chamado à conscientização coletiva. Mais do que divulgar informações médicas, a campanha busca combater a desinformação e reforçar a importância do acolhimento.
“A gente está finalizando o mês, que é o Fevereiro Roxo, é um mês que fala doença crônicas, que ainda tem muito atraso no diagnóstico,, muita falta de empatia também com esses pacientes, principalmente fibromialgia, o lupus e o Alzheimer. Então é um mês que vem para conscientizar mesmo, tanto conscientizar a população, quanto ser mais empático com esses pacientes e facilitar o diagnóstico”, concluiu a reumatologista.
Ao trazer o tema para o debate público, a campanha reforça que viver com uma doença crônica não deve significar invisibilidade. O conhecimento, o diagnóstico precoce e o respeito são passos fundamentais para garantir dignidade e qualidade de vida a milhares de brasileiros.
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