Em uma ação conjunta para combater o garimpo ilegal, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II destruiu nesta quarta-feira (14) uma pista clandestina de pouso dentro da Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. Batizada de “Noronha”, a pista era usada por aeronaves de pequeno porte e helicópteros para transportar pessoas, combustível, maquinários e outros insumos destinados à extração ilegal de minérios.
A operação contou com apoio logístico da Força Aérea Brasileira, que transportou militares até o local com uma aeronave H-60L Black Hawk. No total, foram utilizados 400 kg de explosivos distribuídos em oito pontos de detonação, inutilizando completamente a pista e comprometendo uma das principais vias de suprimento do garimpo na região.
Estruturas como essa são consideradas peças-chave na logística da mineração ilegal. Sua destruição tem impacto direto na capacidade de operação dos garimpeiros, elevando custos, dificultando o transporte de equipamentos e desestimulando a continuidade das atividades criminosas.
A ação faz parte da Operação Catrimani II, iniciativa que reúne Forças Armadas, Polícia Federal, órgãos de segurança pública e agências ambientais sob coordenação do governo de Roraima. O objetivo é atuar de forma preventiva e repressiva contra ilícitos como garimpo ilegal, crimes ambientais e atividades transfronteiriças dentro da TIY.
Além de interromper rotas logísticas, a medida busca consolidar o controle territorial, proteger comunidades Yanomami e preservar o meio ambiente. A destruição de pistas clandestinas é uma estratégia recorrente para “desintrusar” – termo usado para expulsar invasores – o território indígena e impedir o retorno de garimpeiros.
Desde o final de 2024, operações como essa têm sido intensificadas na região, com base em portaria do Ministério da Defesa que autoriza o emprego conjunto de forças para combater crimes na Terra Yanomami.
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