Na tarde desta terça-feira, 20, moradores da comunidade indígena Canauanim, no município de Cantá, em Roraima, foram surpreendidos por um redemoinho de terra. O fenômeno natural se formou e se moveu em meio a uma região de vegetação aberta e durou pouco mais de um minuto.
O fenômeno foi registrado em vídeo por Fabiana Alves, moradora da comunidade, e ganhou grande repercussão nas redes sociais e em grupos de notícias devido à intensidade e ao formato curioso da coluna giratória de poeira.
“Na verdade, quem viu mesmo foi o meu cunhado. Quando ele gritou pra gente, ele [Redemoinho] já estava no chão já se formando. E eu realmente fiquei assustada na hora, a gente fica meio assustada com essa situação, tipo, eu nunca tinha visto isso aqui. É a primeira vez que aconteceu isso aí”, disse Fabiana à reportagem.
Fenômenos dessa natureza são conhecidos popularmente como redemoinhos de poeira ou, em termos técnicos, “dust devils”, caracterizados por colunas de ar em rotação que se formam em dias de tempo seco e temperaturas elevadas, levantando poeira e detritos do solo. Diferente de tornados associados a tempestades severas, esses redemoinhos se manifestam em condições de céu claro e calor intenso, e normalmente não causam danos estruturais graves.
O meteorologista e analista ambiental da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima (Femarh), Ramon Alves, explicou que o registro no Canal Anin é um exemplo típico desse tipo de evento.
“Aqui na nossa região, estamos agora no nosso período seco, que se estende até março deste ano. Então nós temos aí todas as condições para que esse tipo de fenômeno possa ocorrer. É um redemoinho de curta duração, geralmente todo redemoinho tem curta duração, se dissipa rapidamente quando ele atinge a vegetação”, explicou Ramon.
O analista ressaltou que, apesar do susto, não há motivo para pânico e que apesar da semelhança, o fenômeno não pode ser considerado um tornado, tampouco uma tromba d'água.
“O tornado é um fenômeno que acontece de cima para baixo. Ele vem da nuvem e vai para o chão, e os ventos ao redor do tornado são bastante fortes. Já o redemoinho, a força do vento é só ali naquele local. E a tromba d'água se dá em superfície com água, que não é o caso. Aí é uma superfície terrestre. Você pode ver que pela imagem não tem uma formação de cima para baixo com a nuvem. Está se formando de baixo para cima. Então é um redemoinho forte” explicou à reportagem da 107,9.
Em caso de dúvidas ou novos registros de fenômenos semelhantes, os moradores devem se reportar à Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima (Femarh), que é o órgão responsável pelo monitoramento ambiental e meteorológico no estado. Situações que envolvam risco imediato à população também podem ser comunicadas à Defesa Civil, pelo 199.
Veja o vídeo aqui.
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