Na tarde da última terça-feira, 02, durante reunião do Gabinete de Crise, criado para acompanhar o impacto das fortes chuvas no Estado, a Seed (Secretaria de Educação e Desporto) anunciou o ‘Protocolo de Orientações Pedagógicas’, um documento para nortear as escolas estaduais que tiveram as atividades pedagógicas afetadas pelas chuvas.
O inverno rigoroso em Roraima está causando enchentes, já derrubou pontes e deixou estradas intrafegáveis. Algumas comunidades indígenas estão isoladas, tornando impossível a locomoção de estudantes e a continuidade de entrega de merenda e o serviço de transporte escolar, impactando diretamente as atividades letivas.
“Nós estamos lançando este protocolo, que traz orientações aos profissionais e às escolas localizadas nessas áreas de risco, além de fortalecer os municípios e as secretarias municipais de educação. É um instrumento orientador para mostrar que eles não estão sozinhos e que nós, da Secretaria de Educação, estamos pensando junto com eles e vivenciando esta crise da mesma forma”, destacou a secretária Ana Célia de Oliveira Paz.
Entre os municípios mais afetados estão Uiramutã, Normandia, Bonfim e Amajari, que juntos, concentram 153 escolas atendendo 14.121 estudantes, grande parte em comunidades indígenas.
O Departamento de Educação Escolar Indígena recebeu notificação oficial de 24 escolas indígenas que estão completamente isoladas localizadas nas regiões do Tacutu (Bonfim), Serra da Lua (Cantá), Raposa e Baixo Cotingo (Normandia) e Serras (Uiramutã).
O secretário Chefe da Casa Civil, Flamarion Portela, conduziu a reunião ampliada no Gabinete de Crise com a presença de representantes de vários órgãos como: Defesa Civil Nacional e Estadual, Corpo de Bombeiros Militar de Roraima, Ministério da Saúde, Secretaria dos Povos Indígenas, Secretaria de Saúde, Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social, Secretaria de Educação e Desporto, entre outros.
“Nem o professor pode chegar na escola, e nem os alunos não podem chegar diante da interrupção da trafegabilidade, o transporte escolar não consegue superar determinadas dificuldades. Então, estamos em espírito conjunto, de construção a várias mãos para atender e socorrer a população atingida”, destacou Flamarion.
O que apresenta o Protocolo?
O documento traz orientações para a execução de atividades educacionais em situações de emergências climáticas e é direcionado aos gestores, professores e famílias, com procedimentos que buscam garantir a segurança de todos e a continuidade do Calendário Escolar.
O protocolo apresenta três frentes de ações imediatas.
1) Gestão e Comunicação: traz orientações sobre o início do evento climático e o comunicado oficial à Seed, aos pais e responsáveis de estudantes e também sobre a suspensão temporária das atividades presenciais e o início das atividades em regime assíncrono (aprendizagem em que o aluno e o professor não precisam estar juntos ou conectados ao mesmo tempo).
2) Continuidade Pedagógica: apresenta o planejamento e execução do regime de atividades pedagógicas não presenciais (atividades dirigidas) para fins de cumprimento do Calendário Escolar, e acompanhamento da frequência escolar, que será apurada mediante a realização das atividades propostas.
3) Logística Escolar: apresenta ações imediatas para evitar o desperdício de insumos da merenda escolar e também trata sobre o serviço de transporte escolar com a especificação de linhas afetadas e o monitoramento dos dias de interrupção.
O documento, será encaminhado para todos os gestores escolares do interior e das comunidades indígenas.
Equipes do Departamento de Gestão Escolar, Departamento de Educação Básica e Departamento de Educação Escolar Indígena estarão à disposição para dar todo tipo de orientação aos profissionais que atuam nas escolas localizadas nos municípios do interior, seja na sede, em áreas rurais ou comunidades indígenas.
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