Roraima continua entre os estados com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, em níveis de alerta, risco ou alto risco. Apesar disso, o boletim mais recente do InfoGripe aponta tendência de queda ou estabilização dos casos no estado.
Os dados são da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, e correspondem à Semana Epidemiológica 31, que reúne informações de 2 a 8 de agosto de 2026.
De acordo com o boletim, todas as unidades da Federação apresentam, até a semana 31, tendência de queda ou estabilização dos casos de SRAG na análise de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Roraima, no entanto, permanece entre os 14 estados que ainda apresentam incidência da síndrome em níveis de alerta, risco ou alto risco.
O levantamento também chama atenção para os casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório, o VSR. Embora exista sinal de início ou manutenção da queda desses casos no país, a incidência continua alta em Roraima, assim como em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Outro ponto destacado pelo InfoGripe é a influenza A. O período de sazonalidade do vírus já terminou no país e há sinal de queda, mas os casos graves provocados pela influenza A continuam altos em Roraima.
Na capital, o cenário também exige atenção. Boa Vista está entre as seis capitais que apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas analisadas.
Apesar do nível de atividade, o boletim não aponta sinal de crescimento na tendência de longo prazo para a capital. Além de Boa Vista, aparecem nessa situação Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Rio Branco e São Luís.
Cenário nacional
No Brasil, o InfoGripe aponta sinal de queda dos casos de SRAG tanto na tendência de curto prazo, que considera as últimas três semanas, quanto na tendência de longo prazo, baseada nas últimas seis semanas.
Em 2026, já foram notificados 133.709 casos de SRAG no país. Desse total, 72.061 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 46.505 foram negativos e pelo menos 7.372 aguardavam resultado laboratorial.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos, o vírus sincicial respiratório foi responsável por 50,4% das detecções, seguido pelo rinovírus, com 29%; influenza B, com 9,2%; influenza A, com 6,5%; e SARS-CoV-2, causador da Covid-19, com 1,6%.
O boletim destaca ainda que a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, principalmente associada ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo a influenza A como principal causa.
A Fiocruz ressalta que os dados do InfoGripe devem ser analisados em conjunto com outros indicadores relevantes e estão sujeitos a alterações, especialmente nas semanas mais recentes, devido ao atraso na inserção de notificações no sistema.
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