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EUA anunciam plano em 3 fases para Venezuela com transição política como meta final

Marco Rubio detalha estratégia que começa com apreensão de petróleo e prevê reconciliação nacional antes de mudança de governo; Rússia protesta.

EUA anunciam plano em 3 fases para Venezuela com transição política como meta final
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio - Foto reprodução rede social
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Em pronunciamento realizado nesta quarta-feira (7), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apresentou o plano americano para a Venezuela, estruturado em três fases, cujo objetivo final é a transição de poder no país, hoje sob controle da vice-presidente Delcy Rodríguez, após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro no último sábado (3).

De acordo com Rubio, as etapas são as seguintes:

  1. Estabilização do país, incluindo uma “quarentena” no mercado internacional e a apreensão de ativos petrolíferos;

  2. Recuperação econômica, com abertura do mercado venezuelano a empresas estrangeiras e um processo de “reconciliação nacional”;

  3. Transição política, sem menção a eleições ou prazos específicos.

Questionada sobre um possível calendário eleitoral, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, considerou a ideia “muito prematura”.

Ação imediata: apreensão de petroleiros
Como parte da fase de estabilização, os EUA anunciaram nesta quarta a apreensão dos petroleiros Marinera (bandeira russa) e Sophia, ambos vinculados ao comércio de petróleo venezuelano. Rubio afirmou que os recursos obtidos com a venda do óleo serão controlados por Washington e destinados a “beneficiar o povo venezuelano, não a corrupção”.

A Rússia repudiou a ação, classificando-a como violação do direito marítimo. Os EUA defendem a legalidade da medida, alegando que os navios operavam sob bandeira falsa.

Cenário político na Venezuela
Com Maduro preso, o poder está temporariamente com Delcy Rodríguez, vice-presidente chavista que assumiu por determinação da Suprema Corte venezuelana por 90 dias, período passível de prorrogação. Rodríguez, de 56 anos, é conhecida por sua ligação com setores privados e por sua trajetória familiar marcada pela resistência ao antigo governo apoiado pelos EUA.

Em resposta às declarações de Rubio, Rodríguez já havia afirmado na terça-feira (6) que “não há agente externo governando a Venezuela”.

Próximos passos sob sigilo
Embora tenha esboçado as fases do plano, Rubio evitou detalhar mecanismos sensíveis ou confirmar novas operações militares em território venezuelano. A estratégia americana segue em elaboração, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos de uma das crises geopolíticas mais complexas da atualidade.

FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa
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