A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da ESPC (Escola Superior de Polícia), em parceria com a Marinha do Brasil, concluiu nesta sexta-feira, 07, a 2ª Turma do CETSP (Curso Especial para Tripulação de Embarcações de Estado no Serviço Público). A capacitação habilitou 35 profissionais para a condução de embarcações e motonáuticas utilizadas em atividades de serviço público, ampliando a capacidade operacional das instituições em áreas fluviais de Roraima.
Concluíram a formação de 30 policiais civis, dois policiais penais, dois policiais militares e um servidor do TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima). Durante cinco dias, os participantes tiveram aulas teóricas e práticas sobre navegação, segurança, pilotagem, legislação, primeiros socorros, combate a incêndios, prevenção à poluição hídrica e procedimentos de emergência.
As instruções foram ministradas pelo suboficial da Marinha Adriano Condosval Sardinha, com monitoria do cabo Victor Bertoldo e acompanhamento do comandante da Marinha em Roraima, capitão de fragata George Figueiredo. A etapa prática contou com apoio do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima).
A delegada-geral da PCRR, Simone Arruda, destacou que a formação integra as ações de qualificação dos profissionais da segurança pública e contribui para estruturar equipes preparadas para operações em ambientes aquáticos.
“Essa ação é de suma importância para a capacitação dos nossos policiais. O Governo do Estado vem investindo para que a Polícia Civil estruture um grupo especializado em operações aquáticas. Nossa meta é ampliar essa capacidade operacional para reforçar a proteção da Amazônia, das comunidades ribeirinhas e o enfrentamento à criminalidade nos rios”, afirmou.
Segundo a diretora da ESPC, delegada Elivania Aguiar, além da habilitação para conduzir embarcações e motonáuticas, o curso prepara os profissionais para utilizar os equipamentos com segurança e de acordo com as normas técnicas.
“Essa capacitação habilita o policial civil a conduzir embarcações e motonáuticas com segurança e dentro das normas técnicas. Mais do que a habilitação, ela prepara nossos profissionais para utilizarem esses equipamentos de forma eficiente durante as atividades policiais”, destacou.
Formação teórica e prática
O conteúdo do curso foi dividido em nove módulos, com instruções sobre noções básicas de navegação, operação de motores a diesel, regras de manobra, luzes e sinais sonoros, combate a incêndio, sobrevivência do náufrago, primeiros socorros, atendimento a vítimas de queimaduras e prevenção à poluição hídrica.
Na quinta-feira, 6, os participantes realizaram atividades práticas e aplicaram os conhecimentos adquiridos durante as aulas teóricas. Foram executados procedimentos de segurança, preparação da embarcação e do tripulante, técnicas de navegação e manobras operacionais.
Na manhã da última sexta-feira, 7, os alunos passaram pela avaliação final e, no início da tarde, receberam os certificados de conclusão.
O instrutor Adriano Condosval Sardinha explicou que a capacitação busca preparar os servidores para diferentes situações que podem ocorrer durante a navegação.
“O curso contempla nove módulos, com aproximadamente cinco dias de instrução teórica e um dia de atividades práticas. Nessa etapa, os alunos colocam em prática todos os conceitos aprendidos sobre segurança da navegação, preparação da embarcação e do tripulante, além de combate a incêndio, primeiros socorros, prevenção à poluição hídrica e salvamento de náufragos”, explicou.
Para a delegada Carla Gabriella Paulain, uma das participantes, a capacitação amplia as condições de atuação da Polícia Civil em um Estado com extensa malha hidrográfica e desafios específicos relacionados à região amazônica.
“Esse curso é de extrema importância porque Roraima faz parte da Amazônia e possui uma extensa malha hidrográfica. Muitas ações de enfrentamento aos crimes ambientais, ao garimpo ilegal e a outras modalidades criminosas dependem da atuação nos rios. Capacitar a Polícia Civil para esse cenário significa fortalecer mais uma frente de enfrentamento necessária e eficaz para proteger a sociedade”, afirmou.
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